quarta-feira, 31 de outubro de 2007

FALA RACISTA DE MAINARDI

olá blogueiros e conexx,

hoje recebi um email da poliane a respeito de mais um infeliz comentário do Mainardi a respeito do aborto e da questão "a criminalidade no rio, ops... brasil". em um jogo de palavras grotesco e um discurso bem ao gosto da classe midia e de elite desintelectualizada, mainardi argumenta que a solução para a criminalidade seria mais repressão, e que aborto ou aulas de tambor, ou lei seca ou bolsa famíla não resolveria o problema. o diálogo é com o GOVERNADOR do rio, mas toca em assuntos caros a todos nós! leia o resumo abaixo e ouça aqui o podcast.
"Aborto, criminalidade e os factóides de Sérgio Cabral"
Diogo Mainardi
"Eu legalizaria o aborto. Só me recuso a considerá-lo como um instrumento de combate ao crime – uma espécie de Bope de fetos. Recuso-me também a discutir seriamente os factóides do governador Sérgio Cabral. Dizer que o crime se combate com a prática do aborto, como ele fez, equivale a dizer que o crime se combate com o Bolsa Família, ou com a legalização das drogas, ou com a lei seca, ou com aulas de circo, de capoeira ou de tambor. "OUÇA A FALA COMPLETA AQUI
CONFIRA A FALA DO SERGIO CABRAL
Sérgio Cabral, governador do Rio, defende política de extermínio de pobres
Cecília Toledoda revista Marxismo Vivo


Outros textos deste(a) autor(a)• As declarações do governador do Rio, Sérgio Cabral, sobre a necessidade de legalizar o aborto para que as mulheres que vivem nas favelas não produzam mais marginais é um ataque direto e frontal à classe trabalhadora e ao povo brasileiro de conjunto. E merece nosso mais veemente repúdio, sobretudo por ser ataque violento às milhares de mulheres trabalhadoras e pobres que morrem por abortos mal-feitos ou ficam com seqüelas graves porque não têm dinheiro para recorrer a um hospital, como as mulheres ricas.A legalização do aborto é uma reivindicação histórica das mulheres, para que milhares delas não continuem morrendo quando desejam interromper a gravidez. Cabral foi muito esperto, porque usou um discurso coerente, de que o aborto é um direito de toda mulher que deseja interromper a gravidez. Isso só lança mais confusão entre os trabalhadores. Mas não nos enganemos: ele o que faz é igualar o aborto a um crime, como faz a igreja irresponsavelmente.

Usar essa bandeira como discurso para pregar o extermínio de futuros e possíveis marginais, como fez Cabral, é no mínimo um desrespeito com as mulheres e demonstra a forma como os governantes e a burguesia encaram as nossas reivindicações. Cabral iguala o aborto a um assassinato e a uma medida preventiva, sanitária. Isso, dito por um governador, é no mínimo temeroso, porque indica que as políticas que o governo vai continuar aplicando daqui em diante continuarão levando a esse destino trágico para todo filho de uma mulher trabalhadora e pobre, que vive numa favela: ser um marginal.É uma forma de o governo tirar de si a responsabilidade pela grave situação que vivemos. É uma forma de jogar a culpa nas mulheres pobres e trabalhadoras, que vivem precariamente nas favelas, vendo seus filhos ao relento, sem escola, sem saúde, sem comida e expostos a todo tipo de violência.Enquanto isso, o governo Lula paga em dia a dívida externa, tira dinheiro dos serviços públicos, da educação, da saúde, dos programas de moradia, e manda para os banqueiros milionários. O governo mostra mais uma vez de que lado está e a serviço de quem está. A classe trabalhadora tem de repudiar essa postura e lutar pela legalização do aborto, para salvar a vida de milhares de mulheres, ao mesmo tempo em que deve exigir do governo que deixe de pagar a dívida externa e invista em serviços públicos. Usar a bandeira do aborto como forma de acabar com a marginalidade é no mínimo absurdo. Só faltou Cabral dizer que toda mulher pobre tem de ser castrada para que não nasça mais nenhum bandido. E nós dizemos: os principais bandidos aqui são os Cabrais, os Lulas, os que estão no governo e roubam tudo o que podem, que jogam toda a riqueza nas mãos dos banqueiros, que privatizam todas as nossas riquezas, que colocam nossa economia a favor do imperialismo e deixam o povo e a classe trabalhadora à míngua. Esses são os verdadeiros bandidos que estão nos afundando numa barbárie cada vez mais terrível.
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