quinta-feira, 12 de junho de 2008

PROPOSTA P/ COMEMORAR O 1° SEMESTRE DO GRUPO REXISTENTIA!

MANDERLAY NO SESSÃO PIPOCA JUNHO??? SERÁ????

DEPENDE DE SUA VOTAÇÃO PARA O FILME, O DIA E HORÁRIO!

POSTE UM COMENTÁRIO VOTANDO NESTE FILME!




"Manderlay" é o último filme de Lars Von Trier, o segundo da Trilogia sobre a América, que teve o seu ponto de partida em "Dogville".

Nesta sequela mantêm-se os mesmos traços estético-formais iniciados em "Dogville". Ou seja, a utilização de cenários abstractos e minimais, a câmara em mão e a divisão do filme em capítulos. Fico, aliás, feliz por ver Von Trier afastar-se cada vez mais do absolutizante e céptico movimento "dogma 95", preferindo, ao invés, usar os seus artifícios de uma forma casuística e menos limitativa a priori.
Acho a ideia dos cenários brilhante, no sentido em que, eliminando a ausência de barreiras espaciais entre edifícios permite aquilo a que, com algum arrojo, chamarei de "nova profundidade de campo" e que vem, em minha opinião, inovar, de um ponto de vista criativo, o percurso da linguagem cinematográfica.

Se em "Dogville" vimos Von Trier iniciar um discurso de comprometimento contra os Estados Unidos (aliás, já "Dancer in the Dark" aproveitara deste discurso), em "Manderlay" assistimos à continuidade desta lógica.
"Dogville" tinha sido um ensaio sobre o poder e a sua mecânica de auto-corrupção, um ensaio sobre as premissas da natureza humana. "Manderlay" é exactamente o mesmo, mas com um pano de fundo diferente, a questão da escravatura.
São interessantes as explanações de conceitos políticos que podemos encontrar, tanto em "Dogville", como em "Manderlay", mas admitamos que estão um pouco "gastas". Von Trier é um idealista, ou pelo menos aparenta sê-lo, pena que se comprometa com ideais, falaciando os seus argumentos. Não que me diga muito a "democracia americana", mas não posso concordar com nenhuma análise tendencial, como é hábito no Sr. Von Trier... Em "Manderlay", Von Trier até faz transparecer o aspecto de que os temas serão tratados com alguma honestidade intelectual, mas cedo percebemos que é só aspecto... Aliás, outra coisa não seria de esperar de alguém que elege, como cavalo de batalha, a crítica a um país onde nunca esteve...
Concluindo este ponto, penso que "Dogville" e "Manderlay" teriam tudo para serem verdadeiros manifestos políticos e acabam por não passar de meras parábolas morais... Mas, afinal de contas, convenhamos que não será ao cinema que compete a elaboração de manifestos políticos e que, no que diz respeito à arte cinematográfica propriamente dita, "Dogville" e "Manderlay" são dois grandes filmes.
Em "Manderlay", Grace (desta feita interpretada por Bryce Dallas Howard) abandona novamente o seu pai para se juntar à comunidade de uma pequena aldeia. Aí encontra uma espécie de "mundo perdido" em que a escravatura se mantém instituída, não obstante já ter sido abolida no resto dos Estados Unidos, há cerca de setenta anos.

Grace traz consigo alguns dos capangas do seu pai e, na sua "infinita bondade", empenha-se em restituir a situação à normalidade, assumindo o poder sobre a aldeia, naquilo que parece ser uma tentativa de ensaio dos primórdios da democracia e das razões que estão inerentes às diversas formas de concretização do estado social.
O filme tem, como "Dogville", um ritmo ímpar, agregado a uma narrativa muito bem construída e a um bom desempenho dos actores, como já é timbre nos filmes realizados pelo exigente Von Trier. Diga-se aliás, que nada perde este "Manderlay" pelo facto de Grace já não ser interpretada por Kidman.
Pessoalmente até gostei mais de Manderlay do que de Dogville, embora sejam filmes muito semelhantes.


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LEAÃO CAMPEAÃO

CRÉU NO TIMÃO!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Estudantes apresentam carta elaborada em seminário sobre transporte

terça-feira, 10 de junho de 2008, às 11h18

Os 130 participantes do seminário Políticas Públicas de Juventude no Transporte, realizado entre 3 e 5 de junho, na Faculdade de Educação (FaE) da UFMG, elaboraram uma carta que será protocolada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na Prefeitura, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e no Governo do Estado. O evento abordou o problema do transporte coletivo e suas possíveis soluções, por meio de políticas públicas de inclusão da juventude e incentivo à educação e à cultura.
 
Confira trechos da carta aberta escrita pelos estudantes:
"30% dos jovens param os estudos (evasão escolar) porque não têm dinheiro para pagar as passagens. E esse não é o único problema que a juventude brasileira enfrenta hoje, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou dados alarmantes: cerca de 50% dos desempregados do país têm entre 15 e 24 anos e que a tendência é que esse número cresça a cada dia.
(...)
Sabemos o quanto o dinheiro para o transporte onera as famílias e a diferença que faria na qualidade de vida e poder de compra do povo. Talvez até os jovens não precisassem largar os estudos para trabalhar.
(...)
Outro fato é que em BH (...) a passagem é uma das mais caras do país e é a única capital do país em que não há nenhum beneficio no transporte coletivo para os estudantes, mesmo cercada por várias cidades da região metropolitana que possuem passe livre ou meio-passe. Existe um projeto de lei na câmara municipal de BH (nº 1029/06), no qual 30% do investimento em propagandas nas costas dos ônibus garantiria a meia passagem para todos os estudantes de BH, desde o primeiro grau à universidade. No entanto, esta lei continua em discussão na câmara dos vereadores.
(...)
Na capital, somente sete famílias são donas de todas as linhas de ônibus, geridas pela BH Trans, que circulam lotados na cidade. E é por influência dessas mesmas sete famílias que outras formas de transporte alternativos não são incentivadas e que os estudantes não têm o meio-passe."

terça-feira, 10 de junho de 2008

FIT


NÃO PERCAM AS ATRAÇÕES DO FIT- FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO PALCO E RUA , EM BELO HORIZONTE!!
CONFIRA PROGRAMAÇÃO AQUI

sexta-feira, 6 de junho de 2008

SEVÉ, por MARILENE BATISTA


Olá!
Vou apresentar o espetaculo SEVÉ da Zero CIA de Bonecos no Festival Internacional de Teatro de Bonecos.
As apresentações serão nos dias 07 e 08 de junho. No sabado às 17 horas e no domingo às 17 e às 19 horas no Teatro Dom Silverio.
O valor do ingresso é R$20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Mais informações no site do festival: http://www.festivaldebonecos.com.br/2008/espetaculos_nacionais.htm
 
O espetaculo é muito lindo, vale a pena assistir...Espero vcs lá
 
Bjs
 
Marilene Batista

sobre outras lógicas

então, pergutaram-me então como eu não reconhecia os grande avanços que o conhecimento científico e tecnológico haviam realizados nos últimos séculos. as invenções e descobertas haviam aberto um campo de compreensão do mundo como nunca antes feito, e um campo de imenso de produção de produtos, bens e serviços. um exemplo muito bom é a descoberta dos raios ulta-violeta A e B, que possuem funcionalidades distintas, e que apontou para uma nova necessidade: a necessidade de se proteger contra eles. isso demandou a confecção de produtos que se destinasse para esse fim. talvez uma das perguntas que paira em nossas mentes seja: como nenhuma cultura ou conhecimento antes, na história da humanidade, percebeu esses raios solares tão prejudiciais à saúde. talvez a resposta esteja mais nas concepções, valorações, acepções e experiências a respeito do "sol", "saúde", "raio", "necessidade" de cada época do que de um défcit ou superávit de saberes e conhecimento.

como partimos das idéias (aqui bem simplificadas) de que o sol é uma bola de combustão que emite luz e calor, e que dele provém raios benignos e malignos que, ao adentrarem em nossa atmosfera gasosa e entrarem em contato com as células e arranjos atômicos de nossos corpos, provocam alterações no são e normal estado biológico do corpo do indivíduo, a criação e consumo de um filtro solar é quase que obrigatório para se viver bem, ainda mais em tempos de efeito estufa, expressão cunhada pelos cientistas nas ultimas décadas para dar conta dos vários fenômenos anômalos que ultimamente vêm ocorrendo no planeta.

contudo, nenhuma outra sociedade criou um filtro solar, ou um conhecimento sobre os raios ultra-violetas não porque não quisessem ou não pudessem (devido a uma ausencia de tecnologia e conhecimentos), mas talvez simplesmente porque isso não teria nenhum sentido, na medida em que a compreensão e saberes sobre o "sol" e sua "energia" passava por outras lógicas, outras possibilidades de experiências e experimentos.

Conferência Nacional LBTG


quarta-feira, 4 de junho de 2008

VC SABIA QUE OS FARAÓS ERAM NEGROS, JÀ QUE OS EGIPCIOS ERAM E SÃO NEGROS!

Verdades sobre o continente e o povo africano que todos devem saber…                                                                                      Gilka E.Rodrigues dos Santos 

1. Nos primeiros milênios da nossa civilização, a África e a sua cultura exerciam grande poder e influência no mundo;2. Muitas nações africanas estavam em solos férteis, com populações que oscilavam entre 10 e 30 mil pessoas em cada cidade.O ferro e o aço eram de alta qualidade e já estavam sendo refinados. O cobre era produto da indústria local. De forma que, facas, lanças, machados e enxadas eram pré-fabricadas pelos africanos para uso doméstico;3. Os objetos de ouro eram de alta qualidade.Os povos africanos conservavam a tradição na fabricação dos objetos de argila e no comércio do linho e do algodão;4. Os africanos eram pacíficos e suas casas eram ornamentadas de pedras e argamassas com janelas bem alinhadas;5. Do continente africano, apenas as pirâmides do Egito constam como uma das sete maravilhas do mundo.No entanto, sabe-se que os antigos egípcios vieram originalmente das regiões centrais para o sul do continente africano, esses povos foram identificados como africanos nativos;6. Há provas de que os antigos egípcios que construíram as pirâmides eram negros;7. Os egípcios negros foram os primeiros filósofos e exploradores do mundo, eles viajavam grandes distâncias, a partir do Egito;8. Cleópatra, que ocupou o trono do Egito, pertencia a dinastia de Ptolomeu, uma linhagem dos gregos da Macedônia.Ela tinha a pele negra e era a única da sua família que falava a linha egípcia;9. Embora nunca tenha sido mencionado, no primeiro milênio de existência a Igreja Católica teve três papas, sumos pontífices, originários da África, ou seja, afrodescendentes: São Victor I (189-99), São Miltíades (311-14) e São Gelasius I (492-96);10.O continente europeu estava mergulhado na miséria e no caos,devido a queda do Império Romano.Em 1434, os portugueses se aproximaram do continente africano, no interesse de conhecer os povos dessa região famosos pelo seu complexo desenvolvimento econômico, político e social.Em 8 de agosto de 1444, caravelas de 600 toneladas partiram da região de Algarves, em Portugal e retornaram com a carga de 235 escravos africanos.Em 1448, os portugueses tinham feito o tráfico de milhares de africanos, e esse número cresceria exponencialmente nos séculos seguintes.Em 1831, milhões de africanos tinham sido vendidos como escravos para a América e Europa.  

Referência bibliográfica – Randall Robinson – "The Debt"

Re: BARACK OBAMA JÁ É O CANDIDATO À PRESIDENCIA DOS EUA


 
 
Obama se declara o candidato democrata, em discurso em Minnesota..
 
Pouco depois de alcançar os 2.118 delegados necessários para garantir a nomeação democrata, o senador por Illinois Barack Obama declarou-se o candidato do partido na corrida presidencial de 2008 em um discurso realizado em Saint Paul, em Minnesota.

"Nesta noite, a temporada de primárias finalmente chegou ao fim. Mais de 16 se meses passaram desde que começamos a campanha em Springfield (Illinois). Desde então, milhares de quilômetros foram percorridos e milhões foram ouvidos", afirmou Obama na abertura.

 
 

"Graças a vocês, a mudança chegará a Washington. Vocês escolheram não dar ouvidos às dúvidas ou ao medo, mas aos seus corações e a aquilo em que acreditam. Por causa de vocês, posso dizer que eu serei o nomeado democrata para a corrida presidencial de 2008".

Em suas declarações, Obama fez elogios à rival democrata, a senadora por Nova York e ex-primeira-dama Hillary Clinton.

"A senadora Clinton fez história nessa campanha, não apenas porque fez aquilo que nenhuma mulher fez antes, mas porque é uma líder nos EUA, que inspira milhões nesse país. Eu a parabenizo pela vitória em Dakota do Sul e pela campanha que fez até hoje", disse Obama.

Os elogios fizeram crescer os rumores de que Hillary pode concorrer à vice-presidência em uma chapa conjunta com Obama. A própria senadora admitiu pela primeira vez essa possibilidade nesta terça-feira, em uma teleconferência com legisladores democratas.

"Quando vencermos [as eleições de novembro], e nós venceremos essa luta, ela [Hillary] será central nessa vitória. Nosso partido e nosso país estão muito melhor por causa dela, e hoje eu sou um candidato melhor por ter tido a honra de competir com ela", disse Obama.

"Há quem diga que estas primárias enfraqueceram e dividiram o Partido Democrata. Eu digo, no entanto que por causa dessas primárias, milhões de americanos foram às urnas. Vamos agora nos unir para alcançar um novo caminho para os EUA", disse ainda Obama.

Obama disse ainda que "é hora de virar a página das políticas do passado", trazer "novas idéias para os desafios atuais" e dar uma "nova direção a esse país que tanto amamos".

"A jornada será difícil, o caminho será árduo. Eu encaro esse desafio com as minhas limitações, mas também com uma fé infinita na capacidade dos americanos. Nós seremos capazes, daqui a alguns anos, a dizer às novas gerações que esse foi o momento em que trouxemos mudanças para a saúde, demos fim a essa guerra e refizemos essa nação".

terça-feira, 3 de junho de 2008

mostra de ações coletivas


dfs

coloquium michel fucô



O pensador Michel Foucault (1926-1984), na transversal entre a filosofia e a história, dedicou-se a uma vasta gama de temáticas, o que faz com que sua obra e os assuntos nela inspirados interessem a diversos campos de saberes e práticas. A influência de seu pensamento é cada vez mais crescente nos últimos anos, nas mais variadas áreas, oferecendo diferentes perspectivas para se enxergar o homem, a sociedade, o mundo. Seu olhar se desloca daquilo que é tido como nuclear, essencial, central e põe em evidência as bordas, as margens, os desvios, os descaminhos, fazendo emergir novos contornos que delineiam a vida social.
Ao longo de sua vasta e provocadora obra, a partir da invenção de novos conceitos e noções, produziu diferentes maneiras de se apreender os processos históricos, as racionalidades, as instituições, o presente, a ética, a vida e o próprio pensamento, estabelecendo suspeições acerca das explicações normalizadoras e estabilizadas, sobretudo problematizando o regime de verdade que tradicionalmente alicerçou as relações sociais.
Os deslocamentos que suas análises provocam, rompem fronteiras, cruzam espaços, esboçam trilhas, abrem outros caminhos, descortinam horizontes que significam a possibilidade de novas formas de problematização e de visibilidade do funcionamento da maquinaria social. Esses espaços, caminhos e horizontes se desenham no entrecruzamento de linhas, que fogem às vias principais e essenciais, às linearidades transcendentais. Desembocam em transversalidades, em pontos vicinais que conectam sentidos e permitem a percepção da constituição de subjetividades, tanto individuais como socais, como invenções interessadas, construções históricas.
As possibilidades de interfaces, de conexões entre diferentes campos de saber, tendo como ferramenta operativa conceitos e noções do pensamento foucaultiano, são as mais variadas, podendo provocar ainda tantas outras. O propósito deste I Colóquio Foucault: Educação, Filosofia, História - Transversais , iniciativa conjunta dos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE), em Filosofia (PPGF) e em História (PPGHIS), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - vinculados, respectivamente, à Faculdade de Educação (FACED), à Faculdade de Artes, Filosofia e Ciências Sociais (FAFICS) e ao Instituto de História (INHIS) - é estabelecer uma discussão de diferentes transversalidades a partir do pensamento de Foucault, entre essas três áreas, especialmente, mas ao mesmo tempo, não se detendo nos limites disciplinares interpostos por cada uma.
Dessa forma, o Colóquio pretende se constituir num espaço propício para fomentar o debate instaurado em torno de problematizações e temáticas suscitadas pelo vasto legado deixado por Foucault, como também para a apresentação e divulgação de resultados de estudos e pesquisas, favorecendo o intercâmbio entre diferentes profissionais.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

I SEMANA DO IGC

 

AMÉRICA LATINA, GLOBALIZAÇÃO E RESISTÊNCIA

 

No IGC da UFMG (Campus Pampulha, ônibus abaixo)

 

 

Dia 02/06/08

Filme: Condor - 2007 (Na Arena) - 17:30h

 

Dia 03

Mesa: Fluxo Populacional na América Latina - 12hs

Willian Rosa - Prof. IGC

Virgilio - Prof. IGC

 

Mesa: Socialismo do Seculo XXI - 18h

Valério Arcary - Prof. CEFET-SP

Antônio Júlio - Prof FaE

 

Dia 04

Mesa: Haiti - 12h

Iani - GT de Negros da Conlutas

Ações Afirmativas FaE

 

Mesa: 40 anos do Maio de 68 - 18hs

Luiz Roberto Martins - Prof. PUC Minas

Justino - Prof. FaE

 

Dia 05

Mesa: Impactos socio-ambiental da Mineração - 17:30h

Valério - Sindicato dos Mineiros da Vale

Gostavo T. Gazzinelli

 

Dia 06

Grupos de Discussões e apresentação de trabalhos - 14h

(inscrições até dia 05 pelo e-mail daigc07@yahoo. com.br)

 

Dia 07

Calourada do IGC - 16h

UFMG – Campus Pampulha: av. Pres. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha, BH.

Ônibus:

sexta-feira, 30 de maio de 2008

voyages

mais além...
 
 
já escutastes a musica do lenine "mais além.."
 ainda estou na viagem tipo a q se teve ao escrever esta musica
 

Mais Além

Lenine

Composição: Lenine, Bráulio Tavares, Lula Queiroga e Ivan Santos

A leste das montanhas da nação Cherokee
Um índio na motocicleta cruza o deserto
Ao longe o cemitério onde dorme o pai,
Mas ele sabe que seu pai não está ali,
É mais além
Mais além)
A linha que separa
O mar do céu de chumbo
A gaivota caça o peixe radioativo
O náufrago retém a última miragem
E morre como se continuasse vivo
É mais, é mais além
(Mais além)
Um pouco de exagero, não é nada demais
Um olho nas estrelas, outro olho aqui
O astrônomo lunático
Brincando com o sol
Descobre que a distância
Não é mais do que um cálculo
É mais, é mais, é mais além
(Mais além)
A lua metafísica na poça de lama,
Ponteiros que disparam
Ao contrário das horas
Hora de saber o que mudou em você,
Que olha no espelho e não vê ninguém
É mais, é mais, é mais, é mais além
(Mais além)
O homem sobre a areia como era no início
Roçando duas pedras, uma em cada mão
Descobre a fagulha
Que incendeia o paraíso
E imaginou que havia inventado Deus
É mais, é mais, é mais, é mais, é mais além
(Mais além)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

LIBERDADE, AINDA QUE... EM MINAS


O Professor Fernando Massote teve, em 8 de dezembro último, uma longa conversa telefônica com a jornalista Annie Gasnier, correspondente do jornal francês Le Monde, sobre o governador Aécio Neves. O artigo saiu no dia 03.01.07 em Paris, com destaque na página internacional do jornal (em francês).
O ápice do texto está nas considerações críticas que o professor faz ao governador, às orientações e práticas políticas do seu governo… Estas considerações começam com a pergunta: “Com quais idéias para governar o País este filhinho de papai vai enfrentar o seu adversário (José Serra)?”
As demais considerações, sobre as mistificações do “Choque de gestão”, a maquiagem do “déficit zero” e as pressões sobre a mídia e o “beneplácito” desta para com o governador, os leitores podem acompanhar lendo a íntegra do texto, na versão portuguesa, logo abaixo.
Os principais órgãos da imprensa, favoráveis à política das elites mineiras que defendem o nome de Aécio Neves para a presidência da República, divulgaram o fato da entrevista do jornal Le Monde, omitindo da forma mais completa as críticas contidas na matéria e pinçando aqui e lá, sobretudo na primeira parte do texto, elementos cuidadosamente costurados para favorecer Aécio. É assim que para o grosso da imprensa, sobretudo mineira, a matéria do jornal francês não só não continha critica alguma, mas apresentava Aécio Neves com um perfil de predestinado!…
Os leitores do nosso blog, lendo a íntegra da matéria, poderão se dar conta da dimensão dessa “operação silêncio” e assim, do esmero com que Aécio Neves está blindado pela “grande”imprensa mineira sob os aplausos mais ruidosos das pontas mais conservadoras e socialmente insensíveis da elite mineira e nacional. Mobilizam-se, no entanto, em outra direção, pessoas, grupos, organizações da sociedade civil, com o apoio de rádios, tvs comunitárias, jornais impressos e outras mídias como os e-mails e blogs na internet, refletindo os interesses e a opinião de uma outra Minas Gerais, integrada pela gente simples e necessitada de uma vida melhor entre os jovens, as mulheres, os trabalhadores.
Eles são a grande maioria excluída e chegam a pontas muito sofridas da classe média; padecem sob a desordem econômica, social e política de uma sociedade abandonada a si mesma pelas elites do “choque de gestão” e do “déficit zero”. Eles lutam por uma vida muito diferente sob o teto da criminalidade zero, do analfabetismo zero, da injustiça zero, da violência policial zero, do déficit zero de moradias, do saneamento básico, da desasistência à saúde, desemprego zero!… É essa outra Minas Gerais que nos interessa e queremos escutar, interpretar, apoiar. Sem ela não há paz, segurança, república,liberdade e democracia!
Comitê de amigos do Blog do Massote
Jornal Le Monde, 03.01.07
Aécio Neves na disputa pelo pós-Lula
Annie Gasnier
O seu sorriso charmoso, enquadrado por covinhas, suscita uma simpatia espontânea. Em 1º de outubro, este sorriso refletia o orgulho: o jovem governador de Minas Gerais foi reeleito com 73% dos votos. Um resultado que mais parece um plebiscito de aclamação para o seu segundo mandato, para o qual Aécio Neves acaba de tomar posse neste início de janeiro.
Este homem de 46 anos, do Partido Social-Democrata Brasileiro (PSDB), estima que ele deve esse sucesso à sua gestão. Há quatro anos, o seu Estado, o segundo do Brasil pela sua riqueza, estava à beira da falência. Hoje, o seu orçamento está equilibrado. “Aqui, você encontra um verdadeiro laboratório de gestão pública”, afirma com orgulho Aécio Neves. “O nosso choque de gestão consiste em reduzir as despesas, modernizando ao mesmo tempo a administração pública”.
A sua reputação de gestor já se espalhou muito além das fronteiras de Minas Gerais. Os emissários de novos governadores comparecem em peso para aprender a receita que foi aprontada nesta nova Meca, Belo Horizonte, a sede das autoridades. Em março, o governador irá detalhar o seu método perante uma platéia de grandes investidores do Banco Mundial, em Washington.
Aécio Neves parece estar considerando com certo alívio o fato de mobilizar finalmente o interesse pelos seus programas. Ao que tudo indica, chegou a hora de colher os frutos do trabalho e conquistar uma fama maior para este descendente de uma família que se dedica à política há décadas. Até então, a sua imagem era ofuscada por uma sombra, engrandecida pelo tempo, a do seu avô.
Tancredo Neves foi o presidente que os brasileiros haviam escolhido, em 1985, para pôr fim ao regime militar que perdurava desde o golpe de Estado de 1964. Aos 74 anos, este hábil político de sorriso jovial havia unido na sua esteira as diversas correntes da oposição formadas durante a ditadura. Mas ele morreu antes de poder prestar juramento, no final de uma longa agonia que havia emocionado a nação inteira.
“Caso Tancredo tivesse governado, o Brasil seria bem diferente. Ele tinha a autoridade moral necessária para efetuar as reformas que o país está esperando até hoje”, afirma o seu neto, que está folheando a biografia colocada sobre a mesa do vasto salão onde ele recebe seus convidados. Ele aponta para as fotos que o mostram ao lado do seu avô, que fizera dele o seu secretário particular quando ele era - ele também - governador, neste mesmo palácio das Mangabeiras. “Foi um privilégio poder trabalhar com ele; ele continua sendo uma inspiração permanente”.
Em Minas Gerais, contam que Tancredo Neves acreditava na “boa estrela” do jovem diplomado de economia, e deu-lhe preferência em detrimento da sua irmã primogênita, Andréia, que se tornou uma colaboradora privilegiada - porém temida - do seu irmão. Na ausência de uma esposa, uma vez que Aécio Neves é divorciado, ela é oficiosamente a primeira-dama.
“Aécio traz consigo não só a herança de uma família”, estima o jornalista Franklin Martins, “como também aquela da principal escola política do Brasil”, diz, lembrando que existe uma extensa lista de presidentes mineiros. Os eleitos de Minas Gerais têm a reputação de ser conciliadores; Aécio Neves ilustra este ditado ao pretender combinar social-democracia com sensibilidade social. A imprensa não se cansa de observar “a sua relação cordial” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governador social-democrata não nega essa empatia; ele se recusa a ser um anti-Lula. Ele lembra que ele conhece o presidente há mais de vinte anos: “Um antigo sindicalista cuja história constitui um exemplo para milhões de Brasileiros”.
Ele acrescenta que Lula em várias oportunidades esteve sentado aqui para conversar. “São as idéias que se enfrentam, não os homens”, explica Aécio. Ele ainda acrescenta que ele não se furta a denunciar o governo federal.
Movido pela mesma diplomacia, Aécio Neves ambiciona renovar o seu partido, que foi severamente derrotado na eleição presidencial pelo Partido dos Trabalhadores. Ele propõe melhorar a implantação regional do PSDB, uma maneira de desafiar os eleitos de São Paulo, que nos últimos quinze anos seguem dominando a direção nacional. Mas, cedo ou tarde, ele precisará enfrentar um obstáculo sério: José Serra, um antigo ministro e um antigo candidato à presidencial contra Lula em 2002, atualmente o governador do rico e poderoso Estado de São Paulo. Os dois homens compartilham a qualidade de presidenciável.
“Com quais idéias esse filinho de papai irá enfrentar este adversário?”, se pergunta Fernando Massote, um professor de ciências políticas na Universidade Federal de Minas Gerais. “Ele não passa de um aventureiro que não defende valores importantes para uma nação”. Para ele, o governador mineiro representa “a direita conservadora a serviço de uma elite favorável à privatização de todos os serviços”. A sua opinião vem se acrescentar àquela dos críticos para os quais o “choque de gestão” do governador não passa de uma “simples variante do Estado mínimo”, e o “déficit zero” de uma simples maquiagem.
Um admirador do avô, Fernando Massote tornou-se um adversário implacável do herdeiro, a quem ele atribui a responsabilidade pela sua demissão do jornal local, o “Estado de Minas”. Após 23 anos de colaboração com esta publicação, o seu último artigo opinativo, de tom acerbo, contra Aécio Neves, foi censurado. Assim, outros jornalistas teriam sido demitidos em circunstâncias similares, o que incitou o sindicato dos jornalistas mineiros (SJPMG) a condenar “o autoritarismo do governador”.
Na Internet, o documentário intitulado “Liberdade, essa palavra”, realizado por estudantes em jornalismo de Belo Horizonte, denuncia as pressões que têm sido exercidas pelo entourage do governador.
Um editorialista de um diário nacional se diz espantado com a complacência dos veículos de comunicação da qual beneficia Aécio Neves, que ele conheceu muito bem quando era deputado no Congresso em Brasília durante 16 anos. “Eu gostaria de poder avaliar a sua política à luz de uma imprensa livre”, confessa o jornalista, que pediu para não ter o seu nome revelado.
Poupado pela imprensa política, Aécio Neves é paparicado pelas revistas dedicadas às celebridades, que capricham na elaboração de uma imagem de play-boy. Em 2002, ele foi eleito “um dos 25 homens os mais sexy do Brasil” pela revista “Isto É Gente”, que o descreveu como “um solteiro charmoso, poderoso e inteligente, que faz sucesso na noite carioca”.
Aécio Neves adora passar os fins de semana no Rio, “quando a minha agenda permite”. Ele passou a sua adolescência nesta cidade balneária, onde vive a sua filha Gabriela; um dos seus amigos é o “rei da noite carioca”, Alexandre Accioly, nas festas de quem ele costuma comparecer, trajando calças jeans e camisa, conforme testemunham as revistas.
Para aqueles que já o vêem suceder ao presidente Lula, em 2010, Aécio Neves reserva um sorriso brincalhão. “Ser presidente não é um plano de carreira, e sim uma questão de destino”, explica ele, provavelmente pela enésima vez. Mas o destino parece estar sorrindo para Aécio Neves.
Tradução: Jean-Yves de Neufvill